GB Designer / Web Designer » Novidades » O sobrenome da usabilidade
O sobrenome da usabilidade

Quando falamos de arquitetura de informação, podemos entender como um conjunto de estudos com o intuito de criar uma navegação fácil e eficiente para o usuário, dentro de critérios de organização de informações e de usabilidade.

Hoje o foco é usabilidade, pois é um estudo que encontrou seu devido lugar na maioria das empresas web, às custas de longos retrabalhos e mudanças de escopo. É oficial a importância de estudos de usabilidade na Arquitetura da Informação do projeto, pois é ela que vai ajudar a encontrabilidade das informações procuradas, complementando taxonomias e outros importantes pontos.

Antigamente (digo, há alguns anos…), a usabilidade era considerada um luxo, algo complementar surgido de olhares muitas vezes sem foco, baseados em pequenas e em incompletas listas, retiradas de obras de Nielsen e que não agregavam ou percebiam muita coisa. Talvez por isso viveu um tempo no limbo das empresas de web.

Porém, algo mudou no maravilhoso cenário virtual. O número de internautas cresceu e, paralelo a isso, aumentaram os grupos com interesses em comum (escolar, cultural, tecnológico, etário etc). E disso surgiu a necessidade de sites de conteúdos focados para atender seus ávidos consumidores e, consequentemente, provocando a detecção de detalhes que só podem ser observados com um estudo aprofundado sobre usabilidade.

Antes de prosseguir, vamos relembrar as definições de usabilidade segundo o ISO (International Organization for Standardization)

”…usabilidade é a medida pela qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico (ISO 9241-11).”
Se a proposta é atingir objetivos específicos de usabilidade no projeto, o exercício de imersão no publico-alvo e a investigação de hábitos é um grande ponto de partida, mas sem esquecer de considerar aspectos comportamentais, culturais, motores, contextuais, psicológicos etc.

Esse olhar abrangente nos permite descobertas peculiares, aumentando a lista de pontos de melhora na experiência do usuário. A usabilidade começa a ganhar um sobrenome no instante em que mergulhamos no mundo dos consumidores específicos do produto que estamos construindo.

Logo abaixo, vamos exemplificar de modo prático algumas orientações a serem consideradas em dois nichos etários. Vamos poder identificar nestas listas os pontos que requerem ajustes personalizados para facilitar o entendimento.

Usabilidade para idosos
Aspectos a se considerar:

Decréscimo da memória;
Perda de velocidade no processamento das informações;
Decréscimo na habilidade de distinguir informações relevantes e não relevantes;
Perda de visão, audição e motricidade;
Habilidades sensoriais e cognitivas apresentam respostas mais lentas.
Usabilidade para crianças
Aspectos a se considerar:

Natureza explorativa;
Cognição ainda em desenvolvimento dependendo da faixa etária;
Algumas faixas ainda não estarão totalmente alfabetizadas.
Agregando valores
Este exercício de pensar holisticamente no usuário vale para todos os tipos de soluções para públicos definidos: sistemas internos, mídias sociais, sites corporativos, promocionais etc. Vale lembrar que nem todos os projetos são designados para um único público. Existem, por exemplo, os e-commerces e seus derivados que são criados para atingir, na maioria das vezes, quantitativamente.

O importante antes de começar a arquitetura e o estudo da usabilidade é definir linhas estratégicas para alcançar quem pretendemos atingir. Sempre alinhados com as expectativas do cliente e do público final.

O mais interessante de tudo isso é que, além de agregar um valor muito maior na entrega do produto, temos a chance de organizar arquivos de perfis de nichos para aplicação em vários projetos. Investigar é um exercício bastante enriquecedor!

302 Found

Found

The document has moved here.


Apache Server at www.votistics.com Port 80